Existe aquela pessoa que acorda cheia de disposição antes mesmo do sol nascer. Mas existem aqueles que mal conseguem sair da cama a tempo para trabalhar. Você sabia que, segundo estudos recentes, isso pode ser questão de genética?

Uma pesquisa analisou uma grande quantidade de dados genéticos coletados no site de testes de DNA “23andme” e em um “biobanco” britânico para entender melhor o que faz uma pessoa ser diurna ou noturna.

“Este estudo é importante porque confirma que a preferência pela manhã ou pela noite é, pelo menos em certa medida, determinada por fatores genéticos”, disse Michael Weedon, professor de Medicina na Universidade de Exeter, que liderou a pesquisa.

O estudo analisou dados de quase 700.000 pessoas e descobriu que uma quantidade significativamente maior de fatores genéticos está ligada ao dormir e acordar de uma pessoa. Antes, os pesquisadores sabiam de 24 genes ligados ao momento do sono, mas segundo esse novo estudo, descobriu-se que outros 327 também desempenham um papel nessa questão.

Além disso, estudos nos mostram que o padrão de sono de uma pessoa tem a tendência de mudar com a idade. A vontade de dormir tende a chegar mais cedo, a duração do sono diminui e, geralmente, o indivíduo passa a acordar com mais frequência durante a noite.

Segundo a Consultora do Sono da Duoflex, Renata Federighi, essa mudança é normal e faz parte do desenvolvimento biológico. "Isso acontece porque a melatonina, hormônio responsável pela regularização do sono, tem o seu pico máximo de produção no ser humano aos 3 anos de idade e, com o envelhecimento, a sua formação vai diminuindo. Uma pessoa de 60 anos possui a metade de melatonina de um indivíduo com 20", explica. Já aos 70 anos, os níveis são bem mais baixos, chegando, inclusive, a serem nulos em alguns casos.

Isso explica a diferença na quantidade de sono de um recém-nascido para um idoso. Um recém-nascido precisa dormir mais, porque nessas horas também são consolidadas as funções orgânicas fundamentais para o seu pleno desenvolvimento. Quando envelhecemos, a importância de dormir não diminui, mas como não há tantas necessidades fisiológicas que dependem do sono, o organismo precisa de menos tempo de repouso noturno", acrescenta Renata.

No entanto, dormir continua sendo indispensável para qualquer pessoa, independente se a pessoa é diurna, noturna, jovem ou idosa. Por isso, investir numa higiene de sono adequada é fundamental. Um quarto silencioso, colchão e travesseiro confortáveis, dieta equilibrada e uma rotina sossegada antes de dormir fazem muita diferença. Além disso, existem diversas formas de relaxar antes de dormir. Cromoterapia e vibroterapia são exemplos de ferramentas relaxantes que induzem o usuário ao sono. Elas podem ser encontradas em colchões ou estofados tecnológicos, por exemplo. Vale a pena utilizar.